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27.10.19

CRIAR BOM AMBIENTE

Quando falamos em "criar bom ambiente", acredito que estamos a participar de forma mais activa em relação aos acontecimentos a nossa volta e ajudamos a criar uma realidade mais sã e feliz para nós!

Nada é ao acaso, ou seja, cada acontecimento por menor que seja, está sempre a trazer algum aprendizado. Posso até não ver na hora exacta em que acontece, mas ao seu tempo TUDO TEM VALOR! Podemos adquirir maior força interior, ou conhecemos alguém que acaba por se transformar em amigo, ou vemos que certo caminho escolhido afinal é diferente do que eu espero, ou se torna uma selecção natural do que de facto faz-me feliz e dos amigos verdadeiros e muito mais! Se apagarmos os nossos erros passados, também apagamos a nossa maturidade de hoje! 

Criar bom ambiente trata-se de tomar muito mais cuidado e atenção, fazer um grande filtro na forma com que reagimos aos acontecimentos a nossa volta. Sermos gentis! Mais amorosos e tolerantes! Observar se podemos fazer melhor na relação connosco mesmo, rir dos nossos erros, ter humildade principalmente de nós próprios de acordo com o momento da vida que passamos, pois COM CERTEZA ESTAMOS A DAR O NOSSO MELHOR EM TODAS AS SITUAÇÕES!
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E como não estamos a competir com ninguém, também observar com maior grau de compaixão o erro ou a maneira de ser do outro, AFINAL TODAS AS PESSOAS A NOSSA VOLTA TAMBÉM ESTÃO A DAR O MELHOR que conseguem, assim como eu, de acordo com os dias que estão a ser vividos por cada um e os tipos de desafios enfrentados, que são diferentes a cada etapa da vida!  Afinal todos nós temos desafios e dias de noites mal dormidas, assim como também teremos dias com mais bênçãos e alegrias. vamos então:
  • Observar melhor a forma com que estamos a reagir aos acontecimentos;
  • Observar se nosso pensamento tem um objetivo ou se estou apenas a criticar e a julgar (apontar o erro muda algo?);
  • Participar da solução e ver como eu também posso melhorar a minha volta os meus relacionamentos e a minha rotina (o que posso fazer para evitar que isto volte a acontecer?);
  • Rir dos próprios erros: humildade;
  • Entender que o outro também é como eu com dias desafiadores: compaixão!E como Ganghi já dizia: Sejamos nós a mudança que queremos ver neste mundo! Pois se não começar connosco, quando é que vemos um mundo melhor a nossa volta?
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          Mais Saúde, Viva!

Muita luz, paz e amor no nosso caminho!

Eu sou Camila Alves Cardoso/ Método NutriQuântica®


Nutricionista 3623N & Terapeuta Quântica/ Holística


Telm.: 91 209 69 96 ∞ e-mail: novaera@live.com.pt




17.4.17

A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO ॐ

A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO

Nunca o universo partilhou tanta abundância de informações, conhecimento e experiências! UAU! É uma coisa espantosa!
Acredito que este seja o momento em que culmina o “porquê” de um conjunto de acontecimentos e desafios vividos até este preciso momento em nossas vidas. Portas fecharam-se, pessoas morreram ou nos decepcionaram, amores perdidos ou trocados, palavras ditas a sério que magoam… Entre muitos outros.
Porque este é o momento de sermos quem é para nós realmente sermos e utilizar de maneira útil todo o aprendizado adquirido.
É momento de assumirmos o poder de nosso raciocínio. Amo a frase e reforço como um mantra: “PENSAR O QUE PENSA”! Estar no agora e vigiar o estado de espírito!
Curioso o fato de eu estar a intuir este artigo para meu blog de saúde e encontro no fundo da gaveta a fotocópia de umas páginas de um livro intitulado: “ A energia mental, Motor da transformação” dado a mim por uma grande amiga como quem partilha um grande tesouro.
Tratam-se dos 7 princípios para gerir uma mudança e que vou partilhar convosco para que também possam dar um BASTA na preguiça cerebral e procrastinação, investindo em tempo útil e produtivo, gerando valor a toda a humanidade através da tua própria evolução: DAR O EXEMPLO E SERMOS NÓS A MUDANÇA QUE DESEJAMOS VER NO MUNDO!

E o autor inicia esta jornada com a seguinte introdução: …” As minhas investigações e experiências de vida colocaram-me perante sete princípios para gerir a arte de transformar as nossas vidas… Este conceito reflete uma transformação sempre na direção de uma vida melhor com uma qualidade intrínseca ao ser Humano a ser, posteriormente, exteriorizada materialmente. São eles:
v  1. A CRENÇA:
Em primeiro lugar há que ter consciência que tudo é possível e que temos uma criatividade infinita. Se pensou… é possível realizar-se o pensamento… Há que reunir as condições para tal e isto exige decisões e estratégias, tais como saber se realmente se deseja o que pensou, se se ACREDITA no que se deseja, se isso será uma mais-valia para si e para a Humanidade, ou se, pelo contrário é destrutivo! É a partir deste ponto que criamos a energia, que por sua vez, começa a atrair as pessoas, as situações e as experiências até nós. É importante desenvolver a nossa essência para além do EGO, ou seja, acabar com os nossos medos e dúvidas, viver os desafios estando imune às possíveis críticas. Aproveito para dizer que conheci muitas pessoas que não levaram os seus sonhos avante por terem medo de enfrentar possíveis críticas.
v  2. A PARTILHA:
No universo nada é estático, existe uma troca de energia dinâmica ao nosso redor. Quando esta é feita sem equilíbrio, desencadeia-se uma rutura, uma crise. Comparo este conceito ao inspirar e ao expirar o ar. Uma respiração tranquila e profunda alimenta uma energia potente e saudável. Inspiramos mas somos obrigados a expirar de seguida e o mesmo se passa quanto à expiração. Após um momento temos de inspirar OBRIGATORIAMENTE. O fluxo da vida é exatamente isso…receber e dar… partilhar o que somos. Afinal, só podemos dar o que temos, certo!? E quando não temos algo… e queremos ter… temos de atraí-lo à nossa vida! Vamos ter de “inspirar”! Existe, portanto, a qualidade da inspiração dos desejos e, por conseguinte, existe a sua materialização e a sua partilha.
v  3. A AÇÃO:
Toda a ação gera um tipo de energia, ou seja, os nossos pensamentos, as nossas palavras, as atitudes, criam e transformam a nossa realidade. Uma ação gera sempre um resultado. Aqui posso mencionar que se não se gosta dos resultados, muda-se simplesmente de ação! Uma ação exige sempre uma escolha. Esta escolha deve sempre ser pensada em termos de consequências e deve-se pensar se a ação trará benefícios para nós e para os outros. Aqui é importante que o presente seja o FOCO. O passado já não existe…O futuro está a ser criado ainda… pela própria escolha de ação no presente. Por isso, aja em função do presente!
v  4. A FLEXIBILIDADE:
Seguir o fluxo da vida sem ansiedade, sem preocupação e sem rigidez é um grande desafio para
a maioria das pessoas. As pessoas vivem muitas vezes em função do ego, procurando poder e controlo sobre as outras pessoas e sobre situações, e aqui desperdiçam assim muita energia boa. A necessidade de controlo reflete medos em relação a si próprio e, por conseguinte, medo em relação a terceiros. Ser flexível não é sinônimo de falta de caráter, mas sim de se ter inteligência e a agilidade para trabalhar a energia que temos naquele momento específico face a uma determinada situação temporária, sem desperdiçar. Em todas as situações existe uma oportunidade e estar atento a esta oportunidade permite-nos melhorar a nossa performance multidimensional. Por isso mesmo, é importante aceitar o presente tal como ele se apresenta, mantendo os respetivos objetivos.
v  5. OS OBJETIVOS:
Temos de saber quais são os nossos objetivos e o que significam para nós, pois ajudam-nos a manter a nossa direção para chegar ao resultado pretendido. A atenção focada no objetivo transmite energia transformadora. Quando estamos a atentos, todas as situações nos fortalecem, sejam elas situações positivas ou negativas. Assim que queremos acabar com algo de que não gostamos na nossa vida, devemos desligar a nossa atenção desse algo! Quanto aos objetivos, têm de ser claros e específicos. A nossa determinação é um pilar importante para a realização das nossas metas. Ser positivo é imprescindível, pois é a qualidade da nossa atenção que determina o resultado.
v  6. A LIBERDADE:
É importante praticarmos a liberdade de sermos o que somos no presente, independentemente
dos nossos objetivos. Viver a incerteza de um futuro mantendo os nossos objetivos possibilita um campo de oportunidades infinitas, onde podem existir experiências emocionantes que nos potencializam rumo a uma evolução multidimensional ainda mais rica do que aquilo que tínhamos projetado. É durante o espaço-tempo, que existe até alcançarmos o resultado dos nossos objetivos, que a chamada “boa sorte” surge. Quanto mais nos libertarmos da certeza da melhor maneira para chegar até um resultado, maior é a possibilidade de criar um caminho intenso e emocionante e maior é a possibilidade de aproveitar da melhor maneira o fluxo misterioso da Vida.
v  7. A MISSÃO:
Todo o Ser Humano, sem exceção, tem algo único, um talento especial, uma energia multidimensional especial. Como já foi dito anteriormente, somos em primeira instância seres espirituais com um propósito de evolução enquanto Alma que nasce sobre a condição humana. Ter acesso à nossa espiritualidade é o caminho para saber qual é a finalidade da nossa vida. Este conhecimento acende a grande chama da paixão por tudo aquilo que possamos fazer ao longo da nossa vida. A paz de espírito nasce desse conhecimento; passamos a entender melhor o nosso lugar neste complexo mundo terreno. Depois de sabermos quem somos e quais os nossos talentos, devemos partilhar e trabalhar para uma HUMANIDADE MELHOR! Uma pergunta importante é a seguinte: se não tivesse que se preocupar com dinheiro, o que faria neste preciso momento? Na sua resposta sincera reside a “paixão” por aquilo que deve fazer! Aqui reina a linguagem do coração, a energia do Amor, que é a linguagem do espírito e portanto de Si próprio.

SORRIA, POIS ESTÁ SENDO FILMADO PELA VIDA! =D

Espero que seja útil esta partilha! Lembre-se se surgiu neste momento em sua vida, dê a devida importância!

27.4.15

DOCUMENTÁRIO I AM: VOCÊ TEM O PODER DE MUDAR O MUNDO!

FANTÁSTICO VÍDEO! 
DOCUMENTÁRIO I AM: 
VOCÊ TEM O PODER DE MUDAR O MUNDO!

Vamos JUNTOS mudar o mundo? 
Consciência integrada: A NOVA ERA!
            Vale a pena assistir! RECOMENDO!                     

* Infelizmente o vídeo saiu do youtube. Se desejar assistir entre em contato comigo através do e-mail: novaera@live.com.pt


Dia 21/05/2015 realizei uma Oficina NutriQuântica, aonde o objectivo foi levar a cada vez mais pessoas a consciência de que NÓS é que temos que ser a mudança que queremos ver neste mundo. Dar o exemplo de um mundo melhor começa dentro de nós, em nossas famílias, em nossas casas, em nossa vizinhança, em nossa comunidade, em nossas escolas, trabalhos e cidades!!!


Convido a assistirem o vídeo e a convidarem amigos, familiares e colegas a fazerem o mesmo! Partilhem em vossas casas o bem-querer e o companheirismo.


7.5.12

A ÁGUA E HIDRATAÇÃO: mente e corpo!


A vida começa na água e só pode continuar a existir se ela estiver presente.

O corpo humano de um adulto é constituído de aproximadamente 70% água. O de um bebé recém-nascido chega a ter quase 80% de água, enquanto o das pessoas idosas tem cerca de 50%. A maneira mais rápida de comprometer a saúde é ficar cronicamente desidratado. É dito que o envelhecimento pode ser considerado um processo de secagem, uma vez que da infância até a velhice a quantidade de água no corpo diminui gradativamente. 

 A função cerebral está intimamente ligada a hidratação. Como a boa hidratação, facilita a nutrição e a circulação cerebral, caso haja baixa quantidade de água, o sangue fica mais "viscoso" e "grosso"e de circulação mais lenta. Além de irritabilidade, falta de concentração, pode acompanhar perda da disposição para realização das actividades diárias.
A água também possui efeito terapêutico, relaxante e no alívio de males quando usada exteriormente. Banhos termais, de imersão, acento, saunas e ofurôs, devem fazer parte de nossos hábitos. Neste caso, se possível associar os conhecimentos de fitoterapia e óleos essenciais para enriquecer os procedimentos seria espectacular!



ü    Vejamos algumas das principais funções da água:
     ·        Regula a temperatura corpórea, através da eliminação do suor;
·        Elimina resíduos metabólicos e toxinas, através da urina e do suor;
·        Faz a distribuição de nutrientes pelo corpo através do sangue até às células;
·        Ajuda a retirar o ácido láctico, que causa a sensação de dor e fadiga dos músculos;
·        Manutenção do sistema enzimático e regeneração celular.

ü    Veja as principais consequências da baixa hidratação corporal:
·        Cabelos fracos e desvitalizados, pele seca, descamação do couro cabeludo;
·        Dores de cabeça, distúrbios de concentração, sono e memória;
·        Olhos secos e tecido das vias aéreas com baixa humidade: mais propensos a inflamações e infecções;
·        Conjuntivites, sinusites, bronquites, pneumonias;
·        Dificuldade renal e hepática em expulsar toxinas, acúmulo linfático: desnutrição celular;
·        Lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas, pela não eliminação adequada das toxinas;
·        Baixa produção de saliva, má digestão;
·        Distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais: fadiga, cãibras, perda de força muscular, problemas ósseos e dentários;
·        Respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;
·        Constipação (devido a fezes secas e endurecidas, que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);
·        Impotência ou disfunções erécteis ou, no caso das mulheres, sangramentos ou úlceras vaginais.

ü    Vamos saber mais? Beber ou não beber?
Preconiza-se 1 copo de 100 a 200ml de água por hora em que se está acordado. A ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa.
Durante as refeições o ideal é evitar líquidos. Até 1 hora antes e 1 a 2 horas após as refeições seria o indicado. Se necessário (ex.: tomar um medicamento), que faça o consumo de até 100 ml. Maior que 100 ml dará mais trabalho ao estômago e ao fígado durante a digestão, pois o suco gástrico fica mais diluído, contribui para a menor absorção dos alimentos e facilita os episódios de refluxos, azia e gastrite. Uma dica para saber se bebe água de menos, observe a cor e o odor da urina (ideal ser quase incolor e inodoro).

ü    Como saber a boa qualidade da água?
A ciência tem ajudado a determinar que as melhores medidas para a nossa água potável são o PH e a pureza. Quanto a pureza, imprescindível que a água seja de boa qualidade: filtrada ou mineral. Jamais consuma água directamente da torneira.
Quanto ao “PH” (quantidade de "hidrogénio potencial") é medido em uma escala de 0-14. O neutro é 7 (nem ácido nem alcalino), presente apenas na água destilada. Abaixo de 7 permite saber que o ácido está presente, e uma medida acima de 7 indica alcalinidade na água. Para manter um corpo saudável, a água potável tem possuir o ph entre 6.8 e 7.5.

ü    A água como condutora eléctrica:
A água é condutora eléctrica o que irá facilitar e optimizar as funções do cérebro, do coração (órgãos que funcionam graças aos impulsos eléctricos) e da energia vital (circuito de meridianos). Para perceber melhor, leia mais em: A Anatomia energética e A Medicina Chinesa.

Masaru Emoto, um pesquisador japonês e especialista no estudo da água microcluster, descobriu que a água poluída ou contaminada, bem como a que é altamente processada ​​e/ou clorada, produz microscopicamente deformidades. Inversamente, a água alcalina pura, produz cristais bonitos com uma variedade única e ordenada. A pesquisa de Emoto é uma revelação notável e fornece evidências adicionais de que "a água é mais do que a fonte da vida, reflecte também a nossa mente”, comenta. Sendo nosso corpo mínimo 70% água e o pensamento uma vibração eléctrica poderosa, sua intensidade reflecte-se em cada célula rica em água, deformando-a ou deixando-a mais vitalizada, contribuindo com o sistema imunitário.
Suas fotografias de águas poluídas e moléculas de água pura podem ser vistas em seu livro "Mensagens da Água", ou em http://www.masaru-emoto.net/

                            

2.1.12

ESPERANÇA PARA 2012

 

Desejo que 2012 traga entusiasmo para lutarmos pelos embates desta vida! 

 “Dar esperança àqueles sem esperança é o maior serviço. É ter fé nas qualidades positivas mesmo daqueles que são os mais negativos. É encorajar os outros a avançar mesmo diante das situações mais difíceis. Quando somos capazes de ver positividade em todas as circunstâncias, adquirimos coragem e entusiasmo para fazer o nosso melhor. Essa atitude faz de nós uma inspiração para aqueles com quem convivemos. A esperança não é uma lente ingénua em relação aos problemas do mundo. Dar  esperança é ter a coragem de ir além da influência negativa, seja ela interna ou externa. Dar esperança é ter clareza para apontar soluções, sempre. Para isso é preciso força interior.”  Brahma Kumaris 

15.10.11

Pessimismo é doença!


Alerta aos pessimistas: Pensamento negativo tem poder! 
"Ó, vida, ó, azar!", queixava-se a hiena Hardy Har Har, no clássico desenho animado, prevendo que as coisas não dariam certo. Agora, uma pesquisa provou que, de alguma forma, Hardy tinha razão. Se um paciente pensa que o tratamento não vai funcionar, ele provavelmente não irá, mesmo com as melhores técnicas ou os mais potentes medicamentos.
Uma antiga crença popular acaba de ganhar comprovação científica. Publicado em Fevereiro na revista Science Translational Medicine, um estudo liderado pela Universidade de Oxford, da Grã-Bretanha, com a participação de outras três instituições europeias, mostrou que o pensamento negativo pode, sim, ter consequências nocivas. Pelo menos quando o assunto é saúde.
       Decididos a desvendar os mistérios do cérebro e a testar se as convicções dos pacientes podem alterar o resultado de um tratamento, os cientistas reuniram 22 voluntários para uma bateria de exames. No laboratório, sem que os envolvidos soubessem, manipularam suas expectativas em relação à dor. Os resultados foram surpreendentes.
Imagine a cena: acomodados em um aparelho de ressonância magnética, com tubos intravenosos nos braços, os participantes foram expostos a uma dor física, provocada por uma fonte de calor. Pela corrente sanguínea, passaram a receber um analgésico potente.
Em determinado momento, ficaram sabendo que o medicamento seria cortado repentinamente. Quando isso aconteceu, os relatos de sofrimento aumentaram vertiginosamente. Nada demais, não fosse um pequeno detalhe: eles continuavam medicados. O mais curioso é que, por meio de imagens da actividade cerebral dos voluntários, os estudiosos confirmaram que eles realmente sentiam o desconforto relatado. Em outras palavras, a certeza de que a situação iria piorar anulou o efeito do remédio.
— Isso mostra que os médicos não podem subestimar a influência das expectativas negativas que os pacientes têm sobre o resultado de um tratamento —, declarou a professora Irene Tracey, do Centro de Ressonância Magnética Funcional do Cérebro da Universidade de Oxford, que comandou o trabalho.
          A conclusão também reforça algo que outras pesquisas já vinham apontando. Um levantamento desenvolvido em 2010 pela International Stress Management Association (ISMA) revelou que, entre pessimistas inveterados, a chance de desenvolver moléstias — como problemas gástricos, dores musculares, arritmia e taquicardia — são maiores.
 — Na ciência, classificamos os pessimistas como pessoas que interpretam as dificuldades como fracassos e sempre esperam o pior. Eles sofrem muito. Acham que o mundo é injusto, são inflexíveis e obsessivos — , destaca a presidente da ISMA no Brasil e Ph.D. em psicologia, Ana Maria Rossi.
          Não raro, quanto mais pensamentos negativos nutrem, mais pessimistas ficam. Mas o que está por trás disso? O neurologista Pedro Schestatsky diz que a explicação passa por um conjunto de factores. Em geral, sempre que uma pessoa crê que algo vai dar errado e vive uma situação de stresse, um gatilho hormonal é disparado no cérebro, e substâncias como cortisol e adrenalina são liberadas. É como se o órgão percebesse que há algo ruim por vir e preparasse o corpo para a guerra — mantendo-o em estado de hipervigilância.
         Em pessoas saudáveis, essas descargas são comuns e até benéficas. O problema é que, no caso dos pessimistas, passam a ser contínuas. O resultado da cascata hormonal é a diminuição da capacidade de suportar a dor e o enfraquecimento do sistema imunológico, abrindo brechas a doenças. Por essa e por outras razões, Schestatsky comemora o resultado da pesquisa britânica:
— O estudo comprova o quanto é importante o médico conversar com seu paciente, entender o que se passa na cabeça dele e trabalhar isso. Não adianta atendê-lo em cinco minutos e prescrever um remédio sem um vínculo terapêutico. Se a expectativa for ruim, tem tudo para dar errado.
Dos versos melancólicos e negativos do poeta inglês Lord Byron à saga de Luis da Silva, protagonista de Angústia, de Graciliano Ramos, os conflitos vividos por homens e mulheres de mal com o mundo perpassam gerações e pululam livros, filmes e programas de TV. Até os fãs dos desenhos animados se acostumaram a rir do velho e choroso bordão "ó, céus, ó, vida, ó, azar", de Hardy Har Har, a impagável hiena criada pelos estúdios Hanna-Barbera.
         A técnica para ajudar pacientes a superarem o negativismo, a psicóloga Ana Maria Rossi costuma ensinar um método simples, desenvolvido na década de 80, chamado de técnica da visualização. Funciona assim:
1. Sempre que você estiver em uma situação que desencadeie algum pensamento negativo, pare o que está fazendo e respire fundo.
2. A ideia é que você "engane" seu cérebro. Em função de factores neurológicos, ele não diferencia o real do imaginado. Para isso, antes que ele comece a produzir as hormonas relacionados ao pessimismo, substitua o pensamento negativo por um positivo e visualize a cena.
3. Repita o processo sempre que necessário e se programe para agir dessa forma até que passe a ser algo natural.
         Problema tem solução: pessimistas são como peixes presos a uma rede em alto-mar. Não é fácil se libertar da trama e dar um basta aos pensamentos negativos, afirmam os médicos. Mas não é impossível.
         — O problema é que quando o pessimista vê uma luz no fim do túnel, acha que é a locomotiva que vem vindo. Ele se alimenta de fatos negativos. É um obsessivo —, diz a psicóloga Ana Maria Rossi.
         O neurologista Pedro Schestatsky, coordenador do Comité de Dor da Sociedade Europeia de Neurologia, vai mais longe: muitos desses pacientes, na verdade, têm transtorno de personalidade catastrófica:
         — Eles super valorizam a dor, como aqueles sujeitos que têm uma unha encravada e acham que vão morrer.
         Não raro, complementa o psiquiatra Fernando Lejderman, o quadro está associado a depressão ou ansiedade. Dependendo da gravidade dos sintomas, o paciente só supera a situação com terapia e medicamentos.
       — É difícil, mas se a pessoa reconhecer o problema, consegue vencer — ressalta Lejderman.

Texto adaptado de Juliana Bublitz Publicado no Jornal Zero Hora

2.10.10

A FELICIDADE!


        A felicidade é um sentimento nobre e positivo em que a criatura se sente contente e realizada, satisfeita consigo mesma, que entende e aceita os encargos da vida com satisfação e naturalidade. Ser feliz é cumprir os seus deveres com prazer e satisfação, sabendo dar à vida a sua verdadeira dimensão e, portanto, estar de bem com a vida. Ser feliz é reconhecer a sua essência espiritual e vibrar de alegria e contentamento, valorizando e dignificando todos os grandes atributos do espírito em cada momento de sua vida. A felicidade é, portanto, um processo de crescimento e evolução espiritual duradouro, permanente e que consiste em eliminar ou pelo menos lutar e tentar afastar as frustrações de seu caminho. Não é fácil ser feliz, mas é possível!
        Na prática, a felicidade resulta da forma como nós construímos nossa auto-estima ou amor-próprio. A auto-estima é uma imagem de nós mesmos, que criamos mentalmente para caracterizar nossa personalidade, nossa maneira de ser e agir. É a maneira como nos vemos e sentimos no contexto entre as demais criaturas, nossos semelhantes. É a maneira como nos identificamos perante o próximo e perante nós mesmos. Apagar essa imagem leva à decepção e, por um momento, sentimo-nos deprimidos e frustrados. Com o tempo, com nossas vivências ou experiências da vida, vamos aprendendo a redirecionar nossas energias para um caminho mais realista, vamos crescendo espiritualmente e ganhando confiança em nós mesmos. Este é um processo permanente de realização espiritual e adaptação à realidade material.
        Nessa realidade em que a criatura se insere, a pessoa é avaliada segundo três pontos de vista: no seu próprio ponto de vista ela é o que pensa ser; na ótica de seus semelhantes, ela é o que os outros pensam dela; e, na verdadeira essência, ela é o que é, o que deve ser de fato, um espírito em evolução. Daí resulta toda uma necessidade de adaptação à realidade para não ter que viver atrelada às ilusões e frustrações, e disso tudo extrair a alegria de viver e ser feliz. A felicidade só será possível, então, mediante esse entendimento, essa sabedoria que reside na aceitação de que não somos perfeitos e temos que evoluir para a perfeição. E, como não há evolução sem dores e sofrimentos, compete a cada um esforçar-se para, pelo menos, obter paz e serenidade, e conseguir viver com uma felicidade relativa, já que a felicidade absoluta não é possível neste mundo, porque não há desprendimento nem desapego às coisas e valores materiais nos quais se fixam ilusoriamente os interesses humanos. Pelo fato de a felicidade não admitir comparações, cada um a tem ou a terá no exato limite de sua sabedoria de vida. Não existe felicidade sem espiritualização do ser. Por isso mesmo, não se deve confundir felicidade com lazer ou prazer, do mesmo modo que não se deve confundir sabedoria com conhecimento ou cultura.
        Foi dito, linhas atrás, que a felicidade é um processo de realização espiritual e de adaptação à realidade material. Sendo um processo, ela tem uma duração — princípio, meio e fim. Para que ela ocorra, é preciso afastar toda a frustração e não buscar nenhuma finalidade, nenhum significado especial, a não ser o de procurar sentir o estado de graça que ela proporciona à criatura, uma paz interior muito grande e uma serenidade inexcedível. Mas, a felicidade não é permanente, é efêmera, passageira. Logo vêm os novos problemas que nos tomam toda a atenção e novos cuidados são necessários para enfrentá-los e resolvê-los. Então, caímos de novo na realidade da vida terrena.
        Sem teorizar muito, vamos passar aos aspectos práticos que, dominados pela criatura, poderão fazê-la feliz, embora gozando de uma felicidade relativa. Vamos desdobrar esses aspectos ou pré-requisitos em dez atitudes para a felicidade, sem maior preocupação de manter uma linha divisória entre elas. A palavra atitude é usada aqui com o significado de um esforço interior da criatura para criar seu próprio ambiente de felicidade.

        PRIMEIRA ATITUDE: Adapte o conceito de felicidade à sua personalidade.
        Para poder reconhecer a felicidade em nós é preciso provar, ter passado pelos sentimentos que se lhe contrapõem como a tristeza, a dor, o sofrimento e a melancolia. Embora as criaturas prefiram a alegria, ninguém consegue se livrar por inteiro da dor e do sofrimento. Para tentar anular este efeito, temos que nos esforçar para aumentar o nosso bem-estar, usando os seguintes recursos ou ingredientes básicos:

        1) Manter relações de simpatia, empatia, amizade e intimidade com as pessoas.
        2) Selecionar pessoas e amigos e estreitar a confiança recíproca com eles.
        3) Melhorar sempre o sentimento de auto-aceitação, gostando de si mesmo.
        4) Identificar seus padrões pessoais e manter a sua autonomia de pensar e agir.
        5) Não imitar os padrões dos outros: a felicidade não admite comparações.
        6) Criar o seu ambiente, ou seja, o seu pequeno mundo e sentir-se confortável.
        7) Não se isolar e esforçar-se para aumentar o seu crescimento pessoal.
        8) Ser flexível e tolerante, requisitos essenciais para a sua espiritualização.
        9) Ter objetivos na sua vida e lutar pelos seus ideais — isso é a própria felicidade.

        É preciso não confundir felicidade com estados de ânimo efêmeros em que a euforia embriaga os sentidos. O bem-estar psicológico repousa em desafios duros que requerem esforço e disciplina, podendo entrar em conflito com a felicidade passageira.
        A felicidade não é uma emoção tão efêmera quantos alguns possam imaginar. Ela é um sentimento tranqüilo e bom que a criatura experimenta quando, enfrentando os embates da vida, vence-os um a um. É, de fato, a percepção da criatura de que possui uma força muito poderosa, capaz de superar tudo e, ao final dos embates, sentir-se feliz!
        Erra aquele que pensa que a felicidade é o oposto da tristeza: o oposto desta é a alegria, a qual nem sempre está associada à felicidade. A felicidade é uma espécie de graça que convocamos para vencer a tristeza. Ela não desaparece nos tempos difíceis, apenas assume outra forma. A busca da felicidade não deve ser uma fuga para longe da dor ou sofrimento; antes, devemos pensar no sofrimento como uma prova de seu grande potencial para atingir a felicidade. Sabemos também, que não se pode sentir alegria sem ter experimentado a tristeza.

        SEGUNDA ATITUDE: Não aceite insinuações, nem as suas próprias.
        Ao redefinir e adaptar os critérios e conceitos de felicidade, assegure-se de que essa definição é mesmo sua, ou seja, a que melhor se ajusta à sua personalidade. Muitas pessoas vivem a nos fazer insinuações, para tomar esta ou aquela decisão, para nos comportar da forma como elas estão acostumadas. Não aceite, sem a devida análise, os conselhos recebidos de terceiros, que muitas vezes não sabem resolver nem os seus próprios problemas. Portanto, rechace e fuja dos “você deve fazer isso ou aquilo”, sugeridos ou insinuados por outras pessoas e até mesmo por amigos. Seja você mesmo.

        TERCEIRA ATITUDE: Não tenha medo de ser feliz.
        Nunca use a infelicidade como desculpa. Há pessoas felizes, mesmo quando provenientes de famílias problemáticas que aprenderam a lidar com suas dificuldades e vencer os seus conflitos. Tais criaturas sabem que são competentes quando enfrentam situações de crise e não têm medo de falhar, mas em situações mais tranqüilas podem não se sentir tão eficazes. Devido à sua incansável coragem, essas pessoas transformam a angústia que poderiam sentir em fonte de conforto e auto-estima.
        Em contraste, há pessoas que sempre viveram sem problemas aparentes e não conseguem ser felizes. Tiveram uma boa educação, bons colégios, muitas facilidades e excessos de liberdade. Mas, provavelmente, não receberam dos pais bons ensinamentos e exemplos edificantes no ambiente familiar. Diante de um contexto tão variado e incerto, a criatura, para se afirmar, não deve ter medo de ser feliz. Precisa, apenas, descobrir um meio, uma forma própria para ser feliz. É recomendável não se assustar, não esmorecer, face à enormidade dos problemas. Procure fazer as coisas em doses pequenas, pois, muitas vezes, não há como cuidar de todos os seus problemas de uma só vez, muito menos dos problemas dos outros.

        QUARTA ATITUDE: Escolha outro caminho, dê outra solução.
        Há varias maneiras de vencer um obstáculo. Procure descobrir qual é o melhor caminho para cada caso. Encare cada obstáculo sob diversos pontos de vista. Se você não perceber que ele existe, poderá ser vítima de seu descuido ou da maldade de muitas pessoas. Outra possibilidade é perceber que ele existe, mas deve ignorá-lo, caso em que você também se sentirá infeliz. Se você reconhecer a existência dele e, ainda assim ser sua vítima, sua é a culpa por negligência ou preguiça em não vencê-lo, nada adiantando lamentar-se. Mas, se você reconhecê-lo e contorná-lo, superá-lo com seu próprio esforço, poderá sentir-se satisfeito e feliz.
        É óbvio que nem sempre podemos mudar o mundo em que vivemos, a opinião das pessoas e suas reações, mas podemos mudar o nosso modo de reagir a essas situações e, com a nossa atitude, encontrarmos solução para qualquer problema.

        QUINTA ATITUDE: Ligue-se.
        Procure estar sempre vigilante e alerta para tudo a sua volta. Procure descobrir a causa de seus infortúnios: ela pode estar bem perto de você ou ser você mesmo. Se os seus problemas o deixam amargo e antes que perceba isso está deixando de participar ativamente da vida, procure a causa e achando-a dê a ela uma solução racional. Nada acontece por acaso. Ligue-se e administre o seu tempo, seu espaço e sua vida, para ser feliz.

        SEXTA ATITUDE: Desligue-se.
        Lembre-se que seu melhor amigo é você mesmo. É preciso muito cuidado ao pedir ajuda a outras pessoas, que sem você o saber podem ser a causa de seus problemas. Desligue-se dessas pessoas tão logo descubra isso. Reafirme-se e lembre-se que você é o juiz de você mesmo, do verdadeiro significado de sua vida. Assim procedendo, não se ressentirá com o controle que outra pessoa possa estar tendo sobre você. Lembre-se que, quando necessário, ser sozinho não é a mesma coisa que solidão.

        SÉTIMA ATITUDE: Sua saúde vem em primeiro lugar.
        Para ser feliz é essencial ter boa saúde do corpo e do espírito. Falta de sono leva à ansiedade, à incapacidade de concentrar-se, à memória fraca e à perda da sensação de bem-estar. A boa alimentação com dieta balanceada em carboidratos, proteínas e gorduras é fundamental para se ter uma boa saúde. Complementando a dieta com vitaminas naturais sob a forma de frutas e verduras balanceadas, a criatura estará dando ao corpo o tratamento que ele precisa. Nas disfunções hormonais, faça o tratamento médico apropriado.

        OITAVA ATITUDE: Encare o trabalho como fonte de prazer.
        Entre o tédio e a ansiedade, ambos indesejáveis, prefira o trabalho como o melhor instrumento para cumprir os seus deveres. O trabalho, executado com satisfação, seja ele qual for, ativa suas energias, deixando-o capacitado para enfrentar os desafios. Vencer os desafios traz sensações confortantes de envolvimento, como prazer e sensação de controle. Esse fluxo de energia ocorre mais no trabalho que no lazer e isso é surpreendente, porque vem demonstrar que a felicidade não é proporcional ao nosso tempo livre. Há pessoas que preenchem o seu lazer com atividades passivas e freqüentemente se sentem esgotadas, cansadas de não fazer nada. Seu tempo livre é um tempo vazio, perdido. Portanto, é preciso fazer do trabalho uma fonte de prazer e, para sentir-se feliz no trabalho, descubra atividades que apresentem desafios.

        NONA ATITUDE: A dor e o sofrimento.
        É fora de dúvida que você não pode se livrar da dor, mas pode livrar-se do sofrimento ou minorá-lo a ponto de tornar-se quase imperceptível. A dor nós sentimos na carne, no corpo; o sofrimento, na consciência. Isso pode ser insuportável e causar-lhe infelicidade. Tenha pensamentos otimistas e sentimentos positivos, e pare de dizer frases depreciativas como “isso sempre acontece comigo” ou “sou uma pessoa muito infeliz” ou ainda, “coitadinho de mim”. Quanto mais cedo você deixar de se lamuriar e reclamar, mais cedo poderá superar o sofrimento ou, pelo menos, aprenderá a lidar com ele.

        DÉCIMA ATITUDE: Dê uma oportunidade para a felicidade.
        Faça o jogo da felicidade, não da infelicidade. Eu proponho um teste para você: escolha um dia da sua vida, apenas um, e nesse dia prometa ser tão perspicaz, tão sensível e tão hábil em relação à felicidade quanto costuma ser em relação à infelicidade. Nesse dia, lembre-se que você merece ser feliz; faça elogios aos outros e a si mesmo; trate apenas os assuntos que lhe tragam sensações agradáveis e responda mentalmente aos elogios com tanto prazer quanto tem feito em relação aos insultos. Dê a este exercício o mesmo tempo e atenção que costuma dispensar à angustia e à infelicidade. Se você o fizer e não se sentir consideravelmente melhor, então vai precisar da ajuda de alguém muito amigo para reerguer sua motivação e auto-estima.
        É preciso não se valer da vingança para sentir-se feliz. A vingança é um sentimento mórbido e deve ser evitada a todo custo. A felicidade faz vir à tona o que há de melhor na criatura; a vingança, o que há de pior. Quando, para a criatura sentir-se bem o outro deve sentir-se mal, isso não é felicidade, é uma forma de vingança. Da mesma forma, não se deve confundir felicidade com uma paixão louca e desenfreada. Esta se evapora facilmente, é ilusória e efêmera; aquela, é permanente.
        É necessário saber buscar os sinais de que a felicidade está ao seu alcance. Quando você perceber que está evitando situações estressantes e tem estratégias para lutar contra aquelas que não sabe evitar é um bom sinal. Outros bons sinais:

        1) Não desenterre os momentos angustiosos já passados e que não tiveram solução.
        2) Não comece mais o seu dia lamentando-se e lamuriando-se.
        3) Sorria quando alguém tentar sabotar a sua felicidade.
        4) Não finja que não está triste se na realidade assim se sente.
        5) Relaxe os seus músculos.

        Um dos fatores mais nocivos que contribui para a infelicidade é a indecisão. A nossa vida é feita de escolhas. Nem sempre é possível conciliar realização pessoal com as exigências de sua família ou de seu parceiro. A escolha não é fácil em certas situações, mas opte pela que lhe fizer mais feliz desde que haja conciliação com a paz de sua consciência. Adiar um dilema não ajuda ninguém. É preciso decidir; portanto, decida sem tensões, correrias ou complicações, e procure sentir-se feliz dentro de sua pele. Nessas escolhas, a sua vida pessoal deve sempre ser colocada em primeiro plano, ainda que a criatura possa parecer egoísta aos olhos dos outros. Mesmo no trabalho, leve em conta que você, como ser humano, deve ter prioridade em caso de dúvida tipo “ou-ou”, como por exemplo: “ou trabalho e não cuido da família direito ou me dedico inteiramente à família e não trabalho”, dilema muito comum entre as mulheres casadas que trabalham fora. Lembre-se que sua felicidade pessoal não tem preço. Mas, se a escolha for continuar trabalhando, faça-a sempre com muita satisfação, mais do que por dinheiro para sustentar vaidades e futilidades. Mas, vigie sempre o seu ritmo de trabalho, afastando o estresse e a ansiedade. Não os deixe acumular além do limite razoável. Tire umas férias!
        Seria recomendável que, de vez em quando, a criatura parasse para pensar e se perguntasse: — o que quero da vida? Ou — para que me serve a vida? Respostas sensatas e sinceras a essas perguntas ajudam a elucidar muitos dilemas, quase sempre ocorrendo quando a criatura percebe que não sobra tempo para nada. Para bem administrar o tempo a criatura deve permanecer serena, ser organizada, disciplinada e procurar ser feliz para se sentir bem consigo mesma. Isso vale para qualquer profissão e para qualquer idade e resolve a desarmonia do seu dia-a-dia. Mas, sempre faça um exame meticuloso de cada coisa ou situação, dos motivos e das atitudes envolvidas. Dessa análise, surgem as alternativas, novos caminhos ou mesmo trilhas disponíveis à sua escolha.
        Existem também muitas técnicas para transformar defeitos em qualidades, sem o subterfúgio do fingimento e da hipocrisia. Procure descobri-las em si mesmo e verá que poderá transformar rebeldia a certos padrões rígidos em algo novo e aceitável. Lembre-se de que o ótimo é inimigo do bom, como reza o ditado popular. Desde que a solução não ofenda a sua dignidade nem fira a sua consciência, por que não se adaptar e desfazer-se de um bloqueio emocional ou de uma limitação? Note-se, ainda, que algumas limitações são temporárias e desaparecem com o correr do tempo e, ainda, que a sabedoria se adquire com a experiência; o conhecimento e a cultura, com a leitura. O fundamental é ter coragem para avaliar-se e mudar-se de acordo com as circunstâncias. Atrás dessas atitudes, vem a felicidade.
        Há uma regra de ouro para ser feliz: evite fazer comparações com outras pessoas; as limitações de cada um são diferentes, mas todos as têm. Aprender a observar e aceitar esta regra é fundamental para se libertar emocionalmente. A criatura que se libertar é capaz de se mover em direção às coisas que são gratificantes e distanciar-se das que não o são.
        Lembre-se que escolher não é renunciar; escolher é exaltar as prioridades transformando sonhos e desejos em realidade. Os problemas existem e jamais deixarão de existir. O infortúnio e a infelicidade fatalmente ocorrerão em nossas vidas, mas se a criatura realmente desejar sentir-se feliz, não na superfície e nas aparências, assimilando as idéias, os conceitos e o processo aqui descritos, nada a impedirá de ser bem sucedida, de verdade.





Texto extraído do livro: "Reflexões sobre os sentimentos" de Caruso Samel.